Na final do Aruanda

“Qual é a dose”, produzido na Unifran, aborda a luta para tratar o autismo com canabidiol, óleo extraído da maconha

Da redação

Foto acima: Os estudantes da Singular Comunicação; da esquerda para a direita, Suéllen, Thalia, Vilmar e Karollyna (Acervo do grupo)

O documentário em vídeo “Qual é a dose?”, produzido por estudantes de Jornalismo da Unifran em 2019, como Projeto Experimental para conclusão do curso, é um dos finalistas do Fest Aruanda, festival nacional de cinema e audiovisual promovido na Paraíba.

A produção, elaborada pela Singular Comunicação, assessoria composta por Karollyna Basques, Suéllen Laureano, Thalia Lima e Vilmar Ramos, sob orientação dos professores Igor Savenhago e José Augusto Reis, foi um dos três selecionados na categoria TV Universitária, modalidade documentário, e concorre com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O anúncio do vencedor será no dia 17 de dezembro.

“Qual é a dose?” aborda a luta de famílias de crianças com autismo para que seus filhos sejam tratados com o canabidiol, óleo extraído da maconha para fins medicinais. O tabu em torno do tema e a legislação antiquada dificultam a obtenção do medicamento, que não tem autorização para ser extraído no Brasil, exceto por ONGs que atuam na causa.

As saídas, para muitos pais e mães, são três: 1) conseguir autorização judicial, o chamado salvo conduto, para plantar maconha em casa, 2) autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o produto, que tem alto custo, ou 3) recorrer ao mercado clandestino, o que muitos fazem.

É a segunda indicação que o trabalho da Singular recebe em menos de três meses. Em setembro, se classificou em duas modalidades para a final do Expocom Sudeste, concurso promovido pelo Intercom, o maior congresso brasileiro comunicação.

Este é o segundo ano seguido em que documentários produzidos na Unifran vão ao Fest Aruanda. No ano passado, o finalista foi “Sobre Nós”, de autoria de Isabella Souza, Jéssica Gonçalves, Laís Joazeiro e Marcela Dal Sasso. A obra, cujo tema era a adoção de crianças negras, com deficiência ou com idades mais avançadas, a chamada “adoção tardia”, venceu o Expocom Sudeste na modalidade “Produção multimídia”, premiação que foi recebida em Vitória-ES, e ficou entre os cinco melhores trabalhos universitários do país na fase nacional, disputada em Belém-PA.

 

Finalistas da categoria TV Universitária, modalidade documentário:

Qual é a dose?, de Karollyna Basques, Vilmar Ramos, Suellen Laureano, Thalia Lima (Singular Comunicação)

WebTV Unifran – Franca-SP

Entornos do centrinho, de Guilherme Bacciotti, Paula Marques, Vitor Oshiro

TV USP – Bauru-SP

Em palcos televisivos, de Fabiano Diniz

TV UFPB – João Pessoa-PB

 

O Fest Aruanda

O festival, organizado pelo projeto de extensão “Aruandando no Campus”, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é um dos mais tradicionais do cinema nacional. Realizado anualmente, está em sua 15ª edição e premia, além de documentários, curtas e longas-metragens, programas de TV, reportagens e animações.

Para mais informações e conferir toda a programação da edição 2020, que vai de 10 a 17 de dezembro e terá parte da programação presencial e outra online, por causa da pandemia de Covid-19, clique aqui.

Durante as gravações no ano passado: causa do autismo em destaque (Foto: Acervo do grupo)