Revista Inquérito

Produção discute segurança não apenas sob a óptica da repressão policial, mas da necessidade de formulação de políticas públicas  

Pauta e reportagens: Ana Laura Siqueira, Heloísa Taveira, Juliana Teodoro e Moara Ribeiro.

Diagramação e arte-final: Pedro Garavini, Raphaella Marconi, Rodrigo Mazzon e Samara Colombini

Orientação: Profs. Igor Savenhago e José Augusto Reis

Foto acima: Divulgação

A Revista Inquérito foi criada para abordar assuntos atuais e intrigantes que discorram sobre o tema “segurança”. Elaborada no segundo semestre de 2018, como parte das exigências da disciplina de Jornalismo Impresso, reuniu um conteúdo que surpreendeu até os seus autores, já que eles não esperavam que a segurança pudesse estar relacionada a uma amplitude de assuntos do cotidiano.

O nome de veículo remete à coleção de atos e diligências que têm por objetivo apurar fatos no meio policial ou jurídico. Após as estudantes membros deste grupo debaterem e refletirem sobre o tema, chegou-se a algumas perguntas que direcionaram todo o corpo do material: por que as pessoas sentem tanto medo? Por que o medo constante da violência faz a sociedade mudar seu estilo de vida? Num cenário atual, é comum que a população separe parte do seu dinheiro para investir na proteção de sua casa, de seu trabalho, de seus pertences e de sua vida.

A segurança, no dicionário, é definida como o afastamento de perigo. Nas páginas da Inquérito, foram trabalhadas, por exemplo, as consequências que a exposição a riscos pode causar. Situações em que eles podem influenciar na saúde, no bolso e até nos momentos de entretenimento.

São quatro editorias: políticas públicas; criminalidade; infraestrutura urbana e entretenimento. A partir delas, foi produzido um material baseado em depoimentos de autoridades, relatos de personagens e dados de Secretarias de Segurança Municipal e do Estado.

Em “Políticas Públicas”, é questionada a ausência de medidas, ou apontadas medidas que não funcionam, que poderiam reverter o problema social dos moradores de rua, da falta de manutenção dos espaços coletivos e de acessibilidade – nesta reportagem, foram incluídas páginas em Braille para deficientes visuais.

“Criminalidade” apresenta estatísticas de violência. Mundo do crime, sistema carcerário e as regiões mais perigosas de Franca foram os pontos cruciais da editoria. O assunto é o que causa maior medo na população brasileira, já que o país convive com taxas obscenas de violência, seja ela cometida por organizações criminosas, pelo Estado e/ou no interior das famílias, nas constantes manifestações de violência doméstica ou contra as mulheres.

A “Infraestrutura Urbana” coloca em pauta formas de planejamento que podem interferir na segurança, principalmente no trânsito. Nesta editoria, entra também a fiscalização nas vias, a fim de garantir o respeito à vida quando ela depende de uma direção responsável.

Por último, “Entretenimento” reúne dicas de filmes e documentários que contribuam para esmiuçar características da segurança e da falta dela.