Mulher de 15

Especial Por Trás do Silêncio, finalista do Expocom Sudeste 2019, aborda, em três programas, formas de violência contra a mulher

Pauta, reportagens e edição: Talita Souza, Gabriela Sturaro, Sara Ávila, Tatiane Oliveira, Ana Carolina Rodrigues, Hermes Pereira Neto, Rafael Mascagni e Hevertom Talles.

Apoio técnico (gravação e edição): Rafael Cavalcanti, Hermes Pereira Neto e Sara Ávila.

Identidade visual: Cinthia Helena dos Santos

Orientação: Prof. Igor Savenhago

Foto acima: Muitas vezes, mulheres não denunciam abusos por estarem sob ameaça (Banco de imagens)

Composto por três partes, a série “Por trás do silêncio” foi realizada no segundo semestre de 2018, como atividade da disciplina de “Radiojornalismo”.

A proposta do programa é abordar assuntos do cotidiano do universo feminino. Dentro dele, foi pensada uma série específica sobre violência, dividida em três temas: relacionamentos abusivos, feminicídio e violência obstétrica.

O nome do programa, “Mulher de 15”, parte duas ideias: primeiro, que a duração de cada programa é de, no máximo, 15 minutos. O segundo aspecto é uma referência à idade dos 15 anos, que representa, na nossa sociedade, uma fase de transição da mulher, da infância para a vida adulta. Uma etapa em que aparecem mais responsabilidades, que a mulher começa a ter relacionamentos amorosos e ampliar seu círculo de amizades. Já o título do especial, “Por trás do silêncio”, foi dado para mostrar que, por trás de uma mulher que não denuncia abusos sofridos, pode estar uma pessoa ameaçada, amedrontada ou com vergonha de se expor. O que existe por trás desse silêncio? Foi o que o grupo se propôs a investigar.

Parte-se da noção de que o Jornalismo é uma ferramenta social, de grande responsabilidade na abordagem das minorias sociais, como as mulheres, e de assuntos envolvendo o cerceamento dos Direitos Humanos, como a violência. Segundo a professora Cicilia Peruzzo, em “Comunicação nos movimentos sociais: o exercício de uma nova perspectiva de direitos humanos” (2013), “A Comunicação faz parte do processo de mobilização dos movimentos sociais populares através da história. Ela representa direitos humanos de primeira, segunda, terceira e quarta gerações. (…) Conclui-se que a comunicação popular e comunitária expressa rica diversidade de práticas e contribui para a ampliação do status da cidadania.”

Considerando o rádio como meio de longo alcance, que ganha nova configuração e crescimento com o advento da internet, constitui-se, como uma de suas funções, propagar questões como as que se apresentam, no intuito de fazer o tema circular, contribuindo, dessa forma, para a quebra das barreiras que impõem, além de diversos tipos de violência, o silêncio à mulher vítima.

O programa foi finalista do Expocom Sudeste 2019 – concurso promovido pelo Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom) em Vitória-ES -, na modalidade Produção laboratorial em radiojornalismo.

 

Ouça: 

 

Programa 1 – Relacionamentos abusivos

 

Programa 2 – Feminicídio

 

Programa 3 – Violência obstétrica