O quarto de Carolina

A escritora, que nasceu em Sacramento, passou por Franca e morou numa favela de SP, pintou a fome de amarelo

Produção e edição: Gabriela Buranelli, Ana Carolina Castro e Pábolo Oliveira (Ônix Comunicação)

Apoio na edição de imagens: Rafael Cavalcanti

Orientação: Profs. Igor Savenhago, José Augusto Nascimento Reis e Fabrício Coelho Malta.

“O Quarto de Carolina”, produzido como Projeto Experimental para conclusão do curso de Jornalismo em 2018, aborda a vida e obra de Carolina Maria de Jesus, autora de “Quarto de Despejo: diário de uma favelada”, livro que teve grande repercussão na época em que foi lançado, em 1960, e que dividiu opiniões, pelo fato de que Carolina fugia dos padrões dos escritores do período.

A autora, que era negra, morava em um barraco da Favela do Canindé, em São Paulo, tinha três filhos e catava lixo nas ruas para sobreviver, frequentou poucos anos a escola. Era autodidata. Não bastasse isso, seus escritos apresentavam desvios gramaticas e de concordância, do ponto de vista da norma culta da Língua Portuguesa.

Carolina escrevia, principalmente, sobre suas insatisfações diante da vida. As anotações eram feitas em cadernos que encontrava no lixo. Mais tarde, esses “diários” do cotidiano viraram livros. Além de “Quarto de Despejo”, vieram “Casa de Alvenaria”, “Diário de Bitita”, “Provérbios”, “Pedaços de Fome” e “Antologia Pessoal”. Ela escreveu, ainda, inúmeros poemas, peças de teatro, além de compor e gravar canções.

Nascida em Sacramento, interior de Minas Gerais, passou por diversas cidades do Sul de Minas e da Alta Mogiana Paulista, como Franca. Aos 34 anos, chegou à Favela do Canindé. Ali, seria escrito um novo capítulo. A peça fundamental para isso foi o jornalista Audálio Dantas. Ao frequentar a favela para uma reportagem, descobriu Carolina, o que daria impulso à carreira literária dela.

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