{"id":699,"date":"2019-05-17T17:16:37","date_gmt":"2019-05-17T17:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agendasette.com.br\/?p=699"},"modified":"2020-09-15T18:44:34","modified_gmt":"2020-09-15T18:44:34","slug":"antes-so","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agendasette.com.br\/?p=699","title":{"rendered":"Antes s\u00f3&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em>Feminic\u00eddios aumentaram 127,45% em 2018 no interior de S\u00e3o Paulo, onde cinco mulheres s\u00e3o mortas por m\u00eas<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Ana Laura Siqueira, Helo\u00edsa Taveira, Juliana Teodoro e Moara Ribeiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foto acima: 40% dos casos t\u00eam como autor o ex ou o atual companheiro da v\u00edtima (Banco de imagens)<\/strong><\/p>\n<p>O ano de 2018 aponta um aumento expressivo no n\u00famero de casos de feminic\u00eddio no interior de S\u00e3o Paulo. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado (SSP), foram registrados 14 assassinatos a mais que em 2017. Ainda de acordo com o levantamento, esse n\u00famero poderia ter sido maior, j\u00e1 que houve mais tentativas de feminic\u00eddio. Foram 215 tentados, um aumento de 114,36% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. A m\u00e9dia da quantidade de mulheres assassinadas nos \u00faltimos tr\u00eas anos revela que 57 mulheres s\u00e3o v\u00edtimas de feminic\u00eddio anualmente no interior. Quase cinco por m\u00eas.<\/p>\n<p>Em 2018, as cidades interioranas de S\u00e3o Paulo, aquelas que n\u00e3o pertencem \u00e0 regi\u00e3o metropolitana da capital, somaram mais da metade de todos os casos de feminic\u00eddio do Estado. Pelos dados da pesquisa da secretaria, o n\u00famero de agress\u00f5es contra mulheres no interior tamb\u00e9m teve um aumento percentual maior que o registrado em todo o territ\u00f3rio paulista. A quantidade de v\u00edtimas de agress\u00e3o, nesse caso, saltou de 30.921 para 31.959, 3,35% a mais que em 2017. No Estado todo, mesmo que pouco, tamb\u00e9m cresceu, de 50.665 para 50.688.<\/p>\n<p>A Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica divulga todas as ocorr\u00eancias registradas anualmente por delito, discriminadas por munic\u00edpio, exceto quando se trata do feminic\u00eddio. Para esse crime, as pesquisas realizadas pela SSP dizem respeito aos dados do Estado, divididos por regi\u00e3o metropolitana e interior. Esse fator acarreta uma alta margem de erros no n\u00famero de casos, j\u00e1 que s\u00e3o subnotificados pelas pr\u00f3prias v\u00edtimas.<\/p>\n<p>No Brasil, assim como no Estado de S\u00e3o Paulo, as tentativas de feminic\u00eddio tamb\u00e9m representam um n\u00famero alto. De acordo com o instituto \u201cMaria da Penha\u201d, a cada dois minutos uma mulher \u00e9 v\u00edtima de arma de fogo e, a cada 22, de espancamento ou estrangulamento. Um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) publicado no ano passado informa que isso n\u00e3o \u00e9 diferente no mundo. A cada seis horas, em algum lugar do globo, uma mulher \u00e9 assassinada.<\/p>\n<p>Para Instituto \u201cMaria da Penha\u201d, as mulheres que mais correm o risco de incorporar \u00e0s estat\u00edsticas de feminic\u00eddio s\u00e3o aquelas presas ao \u201cciclo da viol\u00eancia\u201d. O instituto destaca quatro fases principais para esse ciclo que, geralmente, s\u00e3o mantidas pelo agressor, cuja figura \u00e9, geralmente, a de homem, c\u00f4njuge, namorado ou companheiro da v\u00edtima. As fases s\u00e3o: aumento da tens\u00e3o, ato de viol\u00eancia, arrependimento e comportamento carinhoso.<\/p>\n<p>\u201cO abuso pode surgir nas mais diversas formas, n\u00e3o se restringindo apenas \u00e0 viol\u00eancia f\u00edsica. As pessoas abusivas tentam controlar as outras atrav\u00e9s de amea\u00e7as, manipula\u00e7\u00f5es e outras t\u00e1ticas que envolvem, tamb\u00e9m, abuso emocional, psicol\u00f3gico e verbal, entre outras\u201d, explica a ex-delegada da Mulher de Franca Graciela Ambr\u00f3sio, agora deputada estadual, sobre as a\u00e7\u00f5es do agressor para a manuten\u00e7\u00e3o do ciclo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_702\" aria-describedby=\"caption-attachment-702\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-702\" src=\"http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/hand-1832921_960_720.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/hand-1832921_960_720.jpg 960w, https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/hand-1832921_960_720-300x200.jpg 300w, https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/hand-1832921_960_720-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-702\" class=\"wp-caption-text\">Maioria dos casos \u00e9 de feminic\u00eddio \u00edntimo, quando h\u00e1 v\u00ednculo com o agressor (Banco de imagens)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo Graciela, romper este ciclo pode oferecer mais riscos \u00e0 v\u00edtima que aqueles aos quais ela est\u00e1 exposta vivendo com seu agressor, mas \u00e9 extremamente necess\u00e1rio. Por isso, ela defende pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher que se encontra nesse processo. \u201cH\u00e1, em Franca, a rec\u00e9m-criada \u2018Casa da Mulher em Situa\u00e7\u00e3o de Risco\u2019, cuja \u00a0implanta\u00e7\u00e3o se deu pela conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade e do Poder Executivo sobre a import\u00e2ncia da import\u00e2ncia desse \u00f3rg\u00e3o de apoio para o encerramento do \u2018ciclo da viol\u00eancia\u2019.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Em Franca, S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Em Franca, foram registrados 15 casos de feminic\u00eddio nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Uma jovem francana de 24 anos, que prefere n\u00e3o ter a identidade revelada, relata a experi\u00eancia que teve h\u00e1 dois anos. Ap\u00f3s o t\u00e9rmino do relacionamento, foi agredida pelo ex-namorado. \u201cJ\u00e1 hav\u00edamos terminado uma vez, mas foi uma fase muito perturbada e resolvemos voltar. Quando eu quis terminar de fato, ele n\u00e3o aceitou. Me perseguia, mandava mensagem todos os dias.\u201d<\/p>\n<p>O fim da hist\u00f3ria \u00e9 previs\u00edvel. Ap\u00f3s insistentes convites, a jovem aceitou se encontrar com o parceiro, de 26 anos, para esclarecer sua decis\u00e3o e colocar um ponto final no relacionamento. Na casa do rapaz, a cena foi de viol\u00eancia. Socos, empurr\u00f5es e tapas marcaram o fim da noite. \u201cEle n\u00e3o queria aceitar o fim do namoro e ficou muito agressivo ap\u00f3s nossa discuss\u00e3o. Me xingou, humilhou, fez amea\u00e7as de morte e me deu v\u00e1rios socos. S\u00f3 parou quando ouviu o port\u00e3o da casa abrindo.\u201d<\/p>\n<p>Um dos motivos para a v\u00edtima n\u00e3o querer se identificar \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de impunidade. Ap\u00f3s um m\u00eas do ocorrido, ela decidiu denunciar, mas relatou que n\u00e3o teve mais informa\u00e7\u00f5es. O agressor continua solto e, provavelmente, sem puni\u00e7\u00e3o. \u201cDepois disso, eu bloqueei ele de todas as redes sociais e fiquei um tempo sem sair de casa. Vi ele poucas vezes, sempre procurei me afastar e, gra\u00e7as a Deus, n\u00e3o tive mais contato, mas ainda tenho medo.\u201d<\/p>\n<p>A maioria dos casos no Brasil \u00e9 chamada de feminic\u00eddio \u00edntimo, quando a v\u00edtima tem algum v\u00ednculo com o agressor. \u00c9 por esses casos que a dificuldade em classificar e contabilizar o crime existe, j\u00e1 que se ligam \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica. Os registros de feminic\u00eddio est\u00e3o sendo mais bem avaliados, mas \u00e9 dif\u00edcil fazer um balan\u00e7o baseado em boletins de ocorr\u00eancia da pol\u00edcia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_701\" aria-describedby=\"caption-attachment-701\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-701\" src=\"http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/graphics-946270_960_720.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/graphics-946270_960_720.jpg 960w, https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/graphics-946270_960_720-300x225.jpg 300w, https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/graphics-946270_960_720-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-701\" class=\"wp-caption-text\">Sensa\u00e7\u00e3o de impunidade impede identifica\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas e den\u00fancias (Banco de imagens)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A estudante de psicologia do Centro Universit\u00e1rio de Franca (Uni-Facef) Ana Laura Fernandes comenta que a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 um ato atemporal. \u201cEla vem ganhando mais visibilidade em nossa \u00e9poca. O fato \u00e9 que esse tipo de viol\u00eancia sempre existiu e em todos os lugares. Hoje, os direitos humanos buscam igualar as situa\u00e7\u00f5es entre os sexos que condenam a viol\u00eancia contra a mulher.\u201d<\/p>\n<p><strong>Na Franca dos imperadores <\/strong><\/p>\n<p><em>Em mem\u00f3ria de Rosane Berteli de Souza, 24 anos (2015)<\/em><\/p>\n<p>Rosane Berteli de Souza, de 24 anos, foi morta ao sair do banco onde trabalhava, com um tiro na cabe\u00e7a em 2015. O atirador era o ex-namorado da v\u00edtima, Breno Costa Rezende, de 32 anos. Ap\u00f3s o crime, ele atirou em si mesmo e foi encontrado com ferimentos graves na cabe\u00e7a pela Pol\u00edcia Militar, que o encaminhou \u00e0 Santa Casa.<\/p>\n<p>Breno Rezende foi interditado pela justi\u00e7a quase um ano ap\u00f3s o crime. Ele ficou com sequelas do tiro que deu na pr\u00f3pria boca e, portanto, foi considerado incapaz de responder judicialmente. Essa interdi\u00e7\u00e3o deu a Breno o benef\u00edcio da pris\u00e3o domiciliar e de estar em recupera\u00e7\u00e3o sob os cuidados da fam\u00edlia.<\/p>\n<p><em>Em mem\u00f3ria de Cristiane Aparecida Rodrigues, de 39 anos (2016)<\/em><\/p>\n<p>Cristiane Aparecida Rodrigues, de 39 anos, tamb\u00e9m foi morta pelo ex-marido em 2016, no Jardim Paulista. Saindo do trabalho, a sapateira recebeu tr\u00eas facadas e n\u00e3o resistiu. O assassino fugiu, mas foi preso pouco depois e permanece detido. Segundo a pol\u00edcia, a a\u00e7\u00e3o aconteceu ap\u00f3s Cristiane cobrar a pens\u00e3o dos filhos.<\/p>\n<p><em>Em mem\u00f3ria de Amarinilza Maria Cust\u00f3dio, 46 anos (2016)<\/em><\/p>\n<p>Tratado como homic\u00eddio na \u00e9poca, em dezembro de 2016, uma mulher de 46 anos foi brutalmente assassinada pelo companheiro. De acordo com a pol\u00edcia, o autor do crime relatou desconfian\u00e7a de trai\u00e7\u00e3o por Amarinilza Maria Cust\u00f3dio e a golpeou com um par de muletas. O assassino confessou ser o culpado e ainda revelou que, depois de matar a companheira, manteve rela\u00e7\u00e3o sexual com o cad\u00e1ver. Logo ap\u00f3s, tomou banho e foi para um bar. Ele foi preso.<\/p>\n<p><em>Em mem\u00f3ria de Etiene Josefa Arruda Coelho, 33 anos (2016)<\/em><\/p>\n<p>O caso de Etiene Josefa Arruda Coelho, de 33 anos, teve seu principal suspeito indiciado ap\u00f3s um ano e cinco meses. O marido da v\u00edtima, Carlos Eduardo Coelho, de 35 anos, foi considerado culpado pelo delegado respons\u00e1vel, mas nega participa\u00e7\u00e3o no crime e responde ao processo em liberdade h\u00e1 mais de um ano.<\/p>\n<p><strong>Ele descansa, ela em paz<\/strong><\/p>\n<p>Em 40% dos casos, os feminic\u00eddios s\u00e3o cometidos pelo ex ou atual companheiro da v\u00edtima. Segundo a lei, o r\u00e9u pode ser condenado de 12 a 30 anos de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria a seguir \u00e9 da dona de casa Raquel (nome fict\u00edcio), moradora de Franca. Ela escapou por pouco. Conta que viveu, por 15 anos, num relacionamento abusivo, sofrendo v\u00e1rias agress\u00f5es do marido. A mulher relata que s\u00f3 deixou de ser v\u00edtima da viol\u00eancia ap\u00f3s o marido morrer, de complica\u00e7\u00f5es de uma doen\u00e7a causada por abuso de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Enquanto ele estava vivo, Raquel nunca encontrou coragem para denunci\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>O que te fez permanecer tanto tempo nessa rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Quando sofremos abusos de pessoas que gostamos, em algum momento, sentimos que somos culpadas de tudo o que est\u00e1 acontecendo. E n\u00e3o entendemos que realmente nos machuca f\u00edsica, psicol\u00f3gica e emocionalmente. Portanto, acaba sendo prolongado. Voc\u00ea sempre acredita que, uma hora, ele vai parar.<\/p>\n<p><strong>Quando ele terminava de agredi-la, como se sentia?<\/strong><\/p>\n<p>Enxergava em mim uma mulher fraca, incapaz, que n\u00e3o conseguia se livrar daquele cen\u00e1rio pavoroso. Penso que, se ele n\u00e3o tivesse morrido por conta das suas bebidas, eu ainda estaria na mesma situa\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o estaria nem aqui.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a pensar que mudan\u00e7as positivas viriam da parte do seu agressor? Esse pensamento te fazia hesitar em rela\u00e7\u00e3o a denunci\u00e1-lo?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre pensamos que amanh\u00e3 isso n\u00e3o vir\u00e1 acontecer mais e que a \u201cfase\u201d ruim ir\u00e1 passar. Entrei na igreja com um homem e, conforme foram passando os anos, realmente pude conhecer quem estava do meu lado. O sentimento que ainda restava e o medo que me sufocava deram um espa\u00e7o de anos para esse relacionamento abusivo e para que as agress\u00f5es de todo dia continuassem.<\/p>\n<p><strong>Em algum momento pediu ou recebeu ajuda durante os ataques de seu marido?<\/strong><\/p>\n<p>Minha fam\u00edlia sempre soube do que acontecia naquela casa e diziam sempre que me apoiavam quanto \u00e0 separa\u00e7\u00e3o. Volto a falar: o medo acaba dominando a gente. E denunci\u00e1-lo me parecia ser algo muito dif\u00edcil de fazer. At\u00e9 porque eu n\u00e3o poderia prever se realmente aquilo teria um fim e se eu estaria totalmente protegida. Fico incomodada em pensar que ele nunca foi punido e que, mesmo com ele morto, eu n\u00e3o possa fazer nada. Dessa vez porque ele n\u00e3o est\u00e1 aqui. Da primeira, porque ele estava.<\/p>\n<figure id=\"attachment_700\" aria-describedby=\"caption-attachment-700\" style=\"width: 2340px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-700\" src=\"http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/6.jpg\" alt=\"\" width=\"2340\" height=\"4160\" srcset=\"https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/6.jpg 2340w, https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/6-169x300.jpg 169w, https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/6-768x1365.jpg 768w, https:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/6-576x1024.jpg 576w\" sizes=\"auto, (max-width: 2340px) 100vw, 2340px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-700\" class=\"wp-caption-text\">Raquel viveu relacionamento abusivo por 15 anos, sofrendo v\u00e1rias agress\u00f5es (Foto: Moara Ribeiro)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feminic\u00eddios aumentaram 127,45% em 2018 no interior de S\u00e3o Paulo, onde cinco mulheres s\u00e3o mortas por m\u00eas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":703,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-699","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sexualidade-e-genero"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/699","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=699"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/699\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1609,"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/699\/revisions\/1609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}