{"id":2601,"date":"2021-12-18T14:20:27","date_gmt":"2021-12-18T14:20:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agendasette.com.br\/?p=2601"},"modified":"2021-12-20T14:41:19","modified_gmt":"2021-12-20T14:41:19","slug":"luto-do-verbo-lutar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/agendasette.com.br\/?p=2601","title":{"rendered":"Luto, do verbo lutar"},"content":{"rendered":"<p><em>Fam\u00edlias conseguem transformar a dor da perda de um parente, comum em \u00e9poca de Covid, em homenagens aos que partiram<\/em><!--more--><\/p>\n<p><strong>Pedro Garcia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foto acima:\u00a0O enfrentamento ao luto \u00e9 diferente para cada um; no caso da fam\u00edlia Braga, a solu\u00e7\u00e3o encontrada foi a busca por um mundo melhor (Acervo pessoal)<\/strong><\/p>\n<p>Mariana Braga era uma jovem moradora de Presidente Prudente, no oeste do estado de S\u00e3o Paulo. De uma fam\u00edlia envolvida com trabalhos religiosos, atuava como monitora de acampamento, uma atividade que adorava. O passatempo favorito era estar com os amigos da vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Tinha um sonho nada modesto: mudar o mundo, contribuir para uma sociedade melhor. N\u00e3o tinha muita certeza de como faria isso, mas queria viver para o servi\u00e7o p\u00fablico, a caridade e a humildade.<\/p>\n<p>Em 2002, ela se candidatou a uma vaga no curso de Engenharia Ambiental, no campus local da Universidade Estadual Paulista \u201cJ\u00falio de Mesquita Filho\u201d (Unesp). Foi aprovada. Toda a fam\u00edlia comemorou muito o resultado. Mas ningu\u00e9m estava mais feliz que Mariana.<\/p>\n<p>No dia 22 de fevereiro de 2003, o primeiro dia letivo do ano, jantou com os pais em casa e depois foi \u00e0 universidade, para uma festa de recep\u00e7\u00e3o promovida pelos alunos da Unesp, autorizada pela diretoria e que era realizada dentro do campus. A \u00faltima vez em que foi vista viva.<\/p>\n<p>Por volta da meia-noite, come\u00e7ou um tiroteio motivado por uma disputa de drogas e uma das balas atingiu a jovem, que n\u00e3o tinha nada a ver com a hist\u00f3ria. Um primo a socorreu, chamando uma ambul\u00e2ncia. Transferida para a Santa Cassa, morreu no come\u00e7o da tarde seguinte.<\/p>\n<p>A Unesp reagiu, proibindo as festas e aumentando a seguran\u00e7a e o controle na entrada, bem como se articulando, em todo o estado, para ampliar a presen\u00e7a da Pol\u00edcia Militar nos bairros ao redor das unidades.<\/p>\n<p>Em abril de 2004, Sidney Zanardo, identificado como o respons\u00e1vel pelo tiro, foi condenado a 20 anos de pris\u00e3o por homic\u00eddio. Mas uma apela\u00e7\u00e3o criminal obteve a redu\u00e7\u00e3o da pena: 13 anos em regime fechado, cumpridos na Penitenci\u00e1ria de Andradina, no noroeste paulista, e outros seis em regime semiaberto.<\/p>\n<p>Os parentes, em vez de sofrerem em sil\u00eancio, decidiram agir, no intuito de evitar trag\u00e9dias parecidas. Com apoio da par\u00f3quia, criaram a Miss\u00e3o Mariana Braga, para lutar contra a viol\u00eancia urbana por meio do acolhimento e mobiliza\u00e7\u00e3o das comunidades em todos os bairros de Presidente Prudente e outras cidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Valendo-se da for\u00e7a de amigos e vizinhos, e do prop\u00f3sito do projeto, conseguiram vencer o processo de luto e erguer um legado. \u201cN\u00e3o fosse a nossa f\u00e9 e o apoio do nosso bairro, a Vila Maristela, n\u00e3o estar\u00edamos aqui hoje,\u201d conta Marina, irm\u00e3 de Mariana. \u201cMinha irm\u00e3 n\u00e3o esteve aqui para presenciar, mas, pela gl\u00f3ria de Deus, est\u00e1 vendo acontecer o que queria. Ela mudou o mundo.\u201d<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as s\u00e3o vistas por toda a cidade. Nas grandes avenidas, foram espalhadas mensagens do movimento e centenas de pessoas j\u00e1 assistiram a palestras e outros eventos promovidos pela miss\u00e3o. Mariana pode n\u00e3o ter tido a chance, mas quem ficou busca construir um peda\u00e7o de mundo no qual ela gostaria de ter vivido.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2603\" aria-describedby=\"caption-attachment-2603\" style=\"width: 984px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2603\" src=\"http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-1-e1639836823756.jpeg\" alt=\"\" width=\"984\" height=\"928\" srcset=\"http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-1-e1639836823756.jpeg 984w, http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-1-e1639836823756-300x283.jpeg 300w, http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-1-e1639836823756-768x724.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2603\" class=\"wp-caption-text\">Mariana estava na Unesp e tamb\u00e9m cursava Servi\u00e7o Social em uma universidade particular: desejava atender a popula\u00e7\u00e3o gratuitamente e contribuir com uma sociedade melhor (Foto: Acervo da fam\u00edlia)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Viver o luto<\/strong><\/p>\n<p>O luto \u00e9 universal. Apesar das diferen\u00e7as culturais e sociais entre os humanos, os rituais ligados \u00e0s perdas aparecem em todas as sociedades desde a era paleol\u00edtica, cada uma a seu modo, cada indiv\u00edduo do seu jeito.<\/p>\n<p>Segundo o psic\u00f3logo Wesley de Oliveira, de Franca, trata-se de um processo ps\u00edquico. Quem passa por uma mudan\u00e7a brusca, como a aus\u00eancia de um ente querido, ir\u00e1 reordenar a energia que ia para aquele ou aquilo que amava. O objeto de amor deixa de existir e passa a habitar as mem\u00f3rias. A falta persiste, e pode ser assim pelo resto da vida, mas \u00e9 poss\u00edvel voltar a uma exist\u00eancia plena.<\/p>\n<p>O antrop\u00f3logo La\u00e9rcio Dias, professor da Unesp e especialista em sa\u00fade e doen\u00e7a, v\u00ea o luto como um ritual. Ele explica que os rituais s\u00e3o processos em que um grupo social celebra, mant\u00e9m e renova o mundo onde vive. Eles se definem por uma a\u00e7\u00e3o que se repete no tempo, possui uma estrutura regular e \u00e9 revestida de significados.<\/p>\n<p>S\u00e3o esses significados que as pessoas buscam quando sofrem uma perda. Muitos \u201cporqu\u00eas\u201d, \u00e0s vezes n\u00e3o saud\u00e1veis, passam pela cabe\u00e7a do enlutado: raiva, dor, saudade, tristeza. Sentimentos que a fam\u00edlia e a comunidade podem ajudar a enfrentar.<\/p>\n<p>Apesar de a morte ser para todos, o horror a ela e \u00e0 doen\u00e7a, conforme Dias, s\u00e3o exclusividade da sociedade ocidental contempor\u00e2nea. Com a perda de influ\u00eancia do cristianismo no Ocidente, o indiv\u00edduo passou a se concentrar no que \u00e9 concreto, como a vitalidade, a boa sa\u00fade. Mas, como isso \u00e9 ef\u00eamero, acaba mergulhando num vazio quando a juventude e a vida se v\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEmbora n\u00e3o haja estudos sobre o tema, o que se observa \u00e9 que, onde o sentido sobrenatural da vida n\u00e3o tem sido esvaziado como no Ocidente, a experi\u00eancia da finitude da vida e dos sinais que normalmente a precedem, como a perda da beleza, s\u00e3o vividas com mais sentido e, portanto, melhor,\u201d relata o professor.<\/p>\n<p>Por raz\u00f5es emocionais, culturais ou religiosas, os ocidentais externalizam a busca por significados em homenagens ao falecido \u201cOs aspectos simb\u00f3licos do ritual expressam algo sobre a condi\u00e7\u00e3o social dos indiv\u00edduos que participam dele, porque s\u00e3o uma reafirma\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica dos termos sob os quais os membros de determinada cultura devem interagir para que haja determinado tipo de coes\u00e3o social\u201d, explica Dias.<\/p>\n<p>Tornar o luto p\u00fablico permite contar com o apoio do grupo social. Os v\u00ednculos s\u00e3o reestabelecidos e fortalecidos, as regras de intera\u00e7\u00e3o refor\u00e7adas e o mundo social daquela comunidade volta a um estado de normalidade.<\/p>\n<p><strong>Durante a pandemia<\/strong><\/p>\n<p>Mas e quando isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, como na pandemia de Covid-19, que impediu os rituais, diferente do que ocorreu no caso da Mariana? Dias afirma que o vel\u00f3rio, por mais doloroso que seja, \u00e9 um momento no qual a pessoa se depara com o real, o que favorece a elabora\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 um mecanismo de nega\u00e7\u00e3o diante do sofrimento. E confrontar com o real pode favorecer o trabalho de aceita\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Com a impossibilidade imposta pelo novo coronav\u00edrus, as fam\u00edlias est\u00e3o se voltando a outros tipos de homenagens que busquem concluir projetos interrompidos pela morte. Flavio Passos, jornalista da TV Tribuna em Santos-SP, teve uma \u00e9 um exemplo. A av\u00f3 de cora\u00e7\u00e3o Maria L\u00facia Tolentino do Carmo era, segundo ele, uma mulher de princ\u00edpios. Acreditava em justi\u00e7a e n\u00e3o suportava ver pessoas sofrerem. Gostava de receber pessoas com bolo e caf\u00e9, de estar pr\u00f3xima dos amigos e de passear pela cidade.<\/p>\n<p>Tinha feito uma cirurgia no quadril, que ajudou a melhorar a mobilidade. Ativa, levava uma vida feliz em S\u00e3o Paulo. At\u00e9 a for\u00e7a das circunst\u00e2ncias deu um golpe. Um mal-estar de final de semana a levou para o hospital. Com um quadro grave de Covid-19, n\u00e3o voltaria para a fam\u00edlia. Nem para o croch\u00ea, motivo de tanto prazer.<\/p>\n<p>\u201cPor conta da pandemia, n\u00e3o foi poss\u00edvel reunir a fam\u00edlia, nem mesmo pra uma despedida apropriada. Mais um acontecido terr\u00edvel em meio a tantos outros que estamos passando em sociedade e para mim, pessoalmente\u201d, declara o jornalista.<\/p>\n<p>Uma amiga de Fl\u00e1vio, a tamb\u00e9m jornalista Gabriela Monteiro o convidou a dar um depoimento. Ela \u00e9 volunt\u00e1ria do projeto Inumer\u00e1veis, um memorial eletr\u00f4nico criado pelo artista pl\u00e1stico Edson Pavoni, de S\u00e3o Paulo, com apoio de jornalistas volunt\u00e1rios de todo o Brasil, que publica hist\u00f3rias de pessoas que n\u00e3o resistiram ao novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>A homenagem \u00e0 av\u00f3 foi feita por Flavio e uma das primas dele, Bianca. O relato era t\u00e3o comovente que produtores do Fant\u00e1stico, programa dominical da Rede Globo, selecionaram os textos para serem interpretados na voz da atriz Christiane Torloni. Para os netos, foi uma alegria saber que a trajet\u00f3ria de Dona Maria seria contada para tanta gente, em rede nacional, narrada por algu\u00e9m de que tanto gostavam.<\/p>\n<p>Apesar da oportunidade, Flavio rejeita o t\u00edtulo de personagem nessa hist\u00f3ria. \u201cSinto que sou uma testemunha de tudo que aconteceu com a minha av\u00f3. At\u00e9 por n\u00e3o sermos a \u00fanica fam\u00edlia a ter que lidar com o luto na pandemia. Ali\u00e1s, longe disso.\u201d<\/p>\n<p>Ele considera que a cria\u00e7\u00e3o da narrativa e a busca de significados na perda foram fortemente marcadas pela profiss\u00e3o e pelo contato que teve com a doen\u00e7a em outros momentos. \u201cAcredito que ser jornalista me ajuda a lidar com isso de maneira melhor. Afinal de contas, j\u00e1 vi muitas coisas ruins e sei que n\u00e3o \u00e9 exclusividade minha, ou da minha fam\u00edlia, passar por dor e sofrimento. O mundo \u00e9 um lugar muito dif\u00edcil, a vida n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e temos que seguir em frente.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_2605\" aria-describedby=\"caption-attachment-2605\" style=\"width: 1366px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2605\" src=\"http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-3.png\" alt=\"\" width=\"1366\" height=\"768\" srcset=\"http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-3.png 1366w, http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-3-300x169.png 300w, http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-3-768x432.png 768w, http:\/\/agendasette.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/FOTO-3-1024x576.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2605\" class=\"wp-caption-text\">O projeto Inumer\u00e1veis na internet: visitantes podem conhecer as hist\u00f3rias por tr\u00e1s dos n\u00fameros da Covid-19 e relatar a vida dos entes queridos que morreram na pandemia (Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Texto em homenagem a Maria Lucia Tolentino do Carmo<\/strong><\/p>\n<p><strong>1946 &#8211; 2020<\/strong><\/p>\n<p><em>Dos amores da vida, Di nunca esqueceu de Tonho, da fam\u00edlia e do Corinthians.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi em Murici, Alagoas, que Dona L\u00facia deu o seu choro de estreia nesse mundo que provavelmente jamais coube no tamanho de seu sorriso.<\/em><\/p>\n<p><em>O paradoxo \u00e9 tamb\u00e9m parte do que ela era: uma pessoa que amava conversar, na mesma medida que amava reclamar, na mesma medida que amava sorrir a agradecer.<\/em><\/p>\n<p><em>Das dores no joelho, passando pelo ombro e at\u00e9 mesmo no pulso, suas dores eram marcas de uma vida repleta de hist\u00f3ria e bom humor.<\/em><\/p>\n<p><em>Essa paix\u00e3o pelo que vem da ordem familiar regeu todas as suas escolhas, at\u00e9 mesmo de moradia. Dona L\u00facia construiu, ao lado de Seu Ant\u00f4nio, uma gigante casa na Freguesia do \u00d3 que comportava todos os seus.<\/em><\/p>\n<p><em>Colheu os frutos desse amor com uma fam\u00edlia que, at\u00e9 o fim, encaixou visitas quase que di\u00e1rias a sua casa, sempre por perto, sempre com fome, prontos para comer suas tapiocas e bolos.<\/em><\/p>\n<p><em>Seu olhar sereno e o seu sorriso eram contrastes aos seus repentes explosivos quando necess\u00e1rio, acompanhados de seu sotaque nordestino empolgado e cantado.<\/em><\/p>\n<p><em>As viagens \u00e0 ch\u00e1cara agora ter\u00e3o um sabor agridoce. E seus abra\u00e7os, t\u00e3o inesquec\u00edveis quanto suas risadas, s\u00e3o o que v\u00e3o ficar de mais forte na lembran\u00e7a de todos.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornalista desta hist\u00f3ria, Gabriela Monteiro, em entrevista feita com neto Fl\u00e1vio Passos, em 14 de maio de 2020.<\/em><\/p>\n<p><em>Di era uma corintiana fan\u00e1tica, brincalhona e que adorava implicar com seu marido palmeirense, com quem viveu praticamente a vida inteira. Em 50 anos de casamento, Tonho e Di foram pais de seis filhos: Alda, Luiz, Adalberto, Aldo, J\u00fanior e Aguinaldo.<\/em><\/p>\n<p><em>Generosa e bondosa com suas irm\u00e3s e amigas, Di se tornava uma leoa quando mexiam com seus filhos e netos, defendendo-os com unhas e dentes. Trabalhava como dona de casa, depois de sair de Murici, interior de Alagoas, para S\u00e3o Paulo.<\/em><\/p>\n<p><em>Quando sobrava um tempo, Di gostava de fazer tric\u00f4 e de telefonar para as irm\u00e3s. Da vida, n\u00e3o quis se despedir em momento algum.<\/em><\/p>\n<p><em>Suas \u00faltimas palavras foram dedicadas ao esposo, a quem dava o primeiro bom dia e o \u00faltimo boa noite.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cTonho, volto logo.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Maria nasceu em Murici (AL) e faleceu em S\u00e3o Paulo (SP), aos 74 anos, v\u00edtima do novo coronav\u00edrus.<\/em><\/p>\n<p><em>Jornalista desta hist\u00f3ria, Josu\u00e9 Seixas, em entrevista feita com a neta Bianca, em 18 de maio de 2020.<\/em><\/p>\n<p><strong>Fonte: Inumer\u00e1veis (inumeraveis.com.br)<\/strong><\/p>\n<p><em>*Esta reportagem \u00e9 uma das que integram a Revista Dois Metros, produzida por estudantes do segundo ano de Jornalismo da Unifran no segundo semestre de 2020.\u00a0<a href=\"https:\/\/agendasette.com.br\/2021\/03\/25\/revista-dois-metros\/\">Clique aqui para ler a revista toda<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fam\u00edlias conseguem transformar a dor da perda de um parente, comum em \u00e9poca de Covid, em homenagens aos que partiram<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2604,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-2601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-espirito-do-tempo"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2601"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2601\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2614,"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2601\/revisions\/2614"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2604"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/agendasette.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}