Rumo a Belém

De 4 a 7 de setembro, dois projetos de Jornalismo da Unifran participarão do maior congresso de comunicação do país

Da redação

Foto acima: Estudantes envolvidas nos dois projetos juntas, acompanhadas pelos professores orientadores, Igor Savenhago, esq., e José Augusto Reis, dir. (Beto Assis).  

Dois trabalhos desenvolvidos no Curso de Jornalismo da Unifran estão classificados para a etapa nacional do Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação), concurso promovido pelo maior congresso de Comunicação do país, o Intercom. De 4 a 7 de setembro, serão apresentados em Belém-PA. Eles se credenciaram após vencerem a fase regional do concurso, realizada em Vitória-ES no início de junho.

“Sobre Nós” se classificou na categoria Produção Transdisciplinar, modalidade Produção Multimídia. Sob responsabilidade das estudantes Isabella Santos Souza, Marcella Dal Sasso, Laís Joazeiro e Jéssica Gonçalves, o trabalho aborda os entraves jurídicos, afetivos e sociais que dificultam a adoção de crianças negras, com deficiência ou mais velhas no Brasil. Além de um vídeo-documentário, elas criaram uma página no Facebook e organizaram um evento, em maio do ano passado, no Teatro Central da Unifran, com a presença de especialistas no assunto.

Estudantes do projeto Sobre Nós: da esquerda para a direita, Marcella, Jéssica, Lais e Isabella, acompanhadas dos professores orientadores (Foto: Beto Assis)

O outro projeto, “[In]Visíveis”, é de autoria de Kétila Maria, Milena Fischer, Maria Júlia Blanco, Ana Flávia Teixeira, Júlia Paiva e Andressa Barros. Venceu na categoria Produção Transdisciplinar, modalidade Projeto de Comunicação Integrada, ao apresentar uma revista com versão em Braille e um programa de rádio voltados à divulgação de ações em prol da inclusão social de pessoas com deficiência visual. Elas contaram com a colaboração de Pedro Medeiros, estudante de Publicidade e Propaganda, que fez a diagramação e arte-final da revista.

Estudantes do projeto [In]Visíveis: da esquerda para a direita, Maria Júlia, Ana Flávia, Kétila, Júlia, Milena e Andressa, acompanhadas dos professores orientadores (Foto: Beto Assis)
Na capital paraense, os dois projetos concorrem com os vencedores regionais em cada uma das modalidades nas outras quatro regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul). Ambos tiveram a orientação dos professores Igor Savenhago e José Augusto Nascimento Reis, sob supervisão do coordenador do curso, Anderson Venâncio.

Para que a viagem a Belém seja possível, estudantes e professores têm o apoio institucional. A universidade concedeu suporte financeiro para custear gastos.

Participação da Unifran em crescimento

Desde 2015, os estudantes de Jornalismo da Unifran participam do Expocom. O concurso valoriza as melhores produções em mais de 60 modalidades de seis categorias. E o número de conquistas da Unifran, que teve, agora em 2019, um recorde no número de trabalhos finalistas, tem crescido ano a ano.

Em 2015, um trabalho foi finalista. Em 2016, cinco foram finalistas e um trouxe o troféu de campeão regional. Em 2017, foram quatro finalistas, com dois troféus conquistados. Em 2018, foram três trabalhos finalistas, com um troféu. E, neste ano, sete trabalhos finalistas, com mais dois troféus.

Considerando as indicações de 2019, a Unifran já soma 19, com seis conquistas. O desafio, neste ano, é conseguir o primeiro título nacional.

O Expocom

O concurso, realizado pelo Intercom, Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, o maior do país no gênero, é dividido em duas fases: uma regional e outra nacional.

Na fase regional, recebe estudantes de todos os estados da Região Sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo –, que apresentam os mais recentes estudos na área em seis categorias: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Rádio-TV-Internet, Cinema e Produção Transdisciplinar (esta última envolvendo trabalhos produzidos sob uma interface entre dois ou mais cursos).

O intuito é estimular o desenvolvimento educacional e científico nessas áreas. É considerado uma porta de entrada para a pesquisa e para o mercado de trabalho, já que permite a participação de estudantes a partir do primeiro ano de cada curso.

O grupo que irá a Belém: Maria Júlia, o professor Igor, Isabella e Kétila (Foto: Beto Assis)